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terça-feira, 28 de julho de 2015
‘Viagra feminino já existe e aumenta o LIBIDO’
Agora, a comissão de especialistas votou, por 18 a 6, a favor da entrada do “Viagra Feminino”, do laboratório americano Sprout Pharmaceuticals, no mercado.
Entre as preocupação dos que votaram contra, estão as interações negativas com o álcool, os riscos de desmaio, sonolência, pressão baixa, enjoos e a ausência de dados sobre os efeitos do uso do medicamento em longo prazo.
A maioria afirmou, porem, que a aprovação do flibanserin dar pela primeira vez uma alternativa as mulheres com baixo interesse sexual. Eles ressaltam que, além de se especificar as contraindicações na bula, necessário orientar os médicos e continuar os estudos, mesmo após a comercialização.
A recomendação favorável ao flibanserin acontece após meses de pressão do fabricante desse tratamento, destinado a mulheres que não chegaram a menopausa, mas apresentam baixo desejo sexual.
O caso provocou polêmica, e grupos feministas lançaram abaixo-assinados pela aprovação do medicamento. Em um deles, o grupo Even The Score acusou a FDA de seríssimo por ter rejeitado o flibanserin duas vezes, enquanto o Viagra já era vendido desde 1998 para tratar a disfunção sexual masculina.
O que é:
Auxiliar na cura do Distúrbio do Desejo Sexual Hipoativo (ou HSDD, na sigla em inglês), de acordo com a Sprout Pharmaceuticals. Responsável por tarefas do dia a dia, e as portadoras teriam problemas em “neutralizar” essa área. “Ou seja: lembrando-se do aniversário do afilhado, do relatório que precisa ser entregue amanhã e da consulta com o dentista, a mulher teria mais problemas em sentir prazer” o chamado circuito de recompensa do cérebro — e motivação sexual.
O que não è:
Não é uma droga que, como o Viagra, devolve o tesão imediatamente. O Viagra ajuda a aumentar o fluxo de sangue em direção ao pênis, suprindo uma função biológica, enquanto a flibanserina age reequilibrando os neurotransmissores da parte frontal do cérebro.
Funciona imediatamente?
Ao contrário do Viagra, que é tomado apenas quando se estão prevendo uma relação sexual e funciona em poucas horas, a Flibanserina deve ser tomada diariamente e os efeitos podem ser percebidos depois de quatro semanas de tratamento. De acordo com o laboratório, não há uma duração padrão do tratamento, que deve ser definida pelo médico de referência.
De onde veio:
Desenvolvida originalmente como medicamento para depressão, foi rejeitada pela FDA por ter mostrado pouca eficácia em testes clínicos. Mas um efeito colateral inusitado foi notado durante a fase de pesquisa: as mulheres que tomaram a droga começaram a ter experiências sexuais mais satisfatórias.
O que faz:
De acordo com Stephen Stahl, professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia associado com a Sprout Pharmaceuticals, a flibanserina trabalha corrigindo o desequilíbrio nos neurotransmissores cerebrais, aumentando a secreção de dopamina (que aumenta a excitação e o desejo sexual) e noradrenalina (que estimula a excitando e o orgasmo) e diminuindo a de serotonina (que, em excesso, inibe o desejo, a excitação e dificulta o orgasmo).
No Brasil
Não há previsão de quando a droga será avaliada pela Anvisa e comercializada no país.
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